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Na última semana, vimos uma enxurrada de notícias a respeito do fim do mundo! Sim, elas estavam por toda parte: nos principais telejornais, nas redes sociais e nas publicações de influenciadores. Em algum momento, todos pareciam repetir: “O fim está próximo!” Alguns deram até um prazo: dez anos para a extinção da humanidade!

As notícias começaram a surgir depois que Jacob Coxon, de 27 anos, funcionário da Anthropic, empresa de Dario Amodei, disse à BBC que as empresas produtoras de inteligência artificial estão, nas palavras dele, “apostando com as nossas vidas”.

Não pretendo me aprofundar no mérito dessa declaração. Na minha leitura, isso seria dar ainda mais audiência a uma afirmação bastante distante da realidade. Até onde sei, o Sr. Jacob não apresentou provas concretas, números ou dados relevantes que sustentem o cenário catastrófico em que acredita.

Por isso, tendo a tratar sua declaração como uma opinião. E, se podemos conjecturar, vamos às conjecturas!

Meu professor de Engenharia de Software, entre outras disciplinas, o Prof. Dr. Sanderson Macedo, trouxe uma questão bastante sintomática que quero compartilhar com vocês. Ele perguntou ao modelo mais poderoso da Anthropic, o famigerado Fable 5.1, qual era o maior entre dois números: 9,9 ou 9,11.

Depois de raciocinar, fazer cálculos e tudo aquilo que um modelo tem capacidade de fazer, o Fable 5.1 cravou, sem hesitar: “O maior número entre eles é 9,11, claro!”

E estava errado!

Ontem, precisei criar uma sequência de imagens para uma publicidade. Preparei um prompt elaborado, com sequência, lógica, referências e frameworks de prompts bem aplicados. Tudo pronto. Vamos às imagens!

Na quarta figura, vejo um personagem em primeiro plano com duas mãos direitas! Uma segurando uma maleta de ferramentas e a outra apoiada em um equipamento industrial.

Eram DUAS MÃOS DIREITAS!

Você acha mesmo que uma inteligência artificial que erra a construção de uma figura simples vai dominar o mundo e exterminar a humanidade? É essa a inteligência que já estaríamos prontos para chamar de AGI — inteligência artificial geral —, como o Sr. Sam Altman, CEO da OpenAI, insiste em afirmar?

Diante desses episódios, aqui vai minha opinião: não me surpreenderia se, em breve, víssemos o Sr. Jacob Coxon inaugurando sua própria startup de segurança de IA em nível “hard”, ou algo parecido. Uma empresa dedicada a conter o avanço da tecnologia, procurar falhas e brechas de segurança e, claro, captar fortunas de grandes investidores.

É uma conjectura minha. Mas, já que estamos conjecturando…

E mais! Pense comigo: durante longos períodos da história, livros e conhecimento ficaram sob o controle de grupos restritos, entre eles as elites religiosas. Para o cidadão comum, o acesso era limitado ou inexistente. Com a educação de alto nível, não era diferente.

Hoje, o acesso à informação é amplo. Mas o acesso à informação de qualidade ainda é controlado. Não se engane.

Agora, considere uma tecnologia capaz de potencializar enormemente a capacidade de qualquer ser humano. Se estamos falando de ampliar essa capacidade em até 30 vezes, não seria interessante, para determinados grupos, manter tamanho poder nas mãos de poucos?

Espalhar medo e pânico não poderia ser uma maneira de afastar o grande público de algo tão grandioso e, assim, mantê-lo limitado e controlável?

Pode parecer mais uma teoria da conspiração. Mas, na minha opinião, a possibilidade é enorme.

É, sim!

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